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terça-feira, dezembro 02, 2008

Memória digital

Você se envergonha do seu passado? Eu me envergonho. Acho que todo mundo tem um pouco de vergonha das coisas que falou, das coisas que escreveu, das coisas que fez uns anos atrás. Seja sincero, quem não morre de vergonha quando se lembra daquela declaração de amor ridícula para a pessoa que hoje você sabe que não é a certa? Ou aquela vez que você fez um penteado que parece um ninho de pomba bêbada? Todo mundo morre de vergonha de algumas coisas do passado.

O problema é que agora o passado não some mais. Antigamente, esses fatos vergonhosos eram apenas leves lembranças que surgiam nas madrugadas insones. Agora não. Graças a internet, tudo o que te envergonha pode ser encontrado por aí. Sabe aquele depoimento apaixonado que você mandou pra garota que você achava ser a mulher da sua vida e agora você nem quer ver mais a cara? Tá lá. Você pode ver todo dia, botar a mão no rosto e se lamentar pensando “como eu era imbecil”.

Eu imagino como as futuras gerações vão lidar com isso. Elas estão crescendo num mundo em que tudo é documentado. Aquela conversa inconseqüente que você teve no MSN? Alguém salvou o log. Aquele videozinho besta que você fez com os amigos? Está no YouTube. Apesar de estarmos vivendo numa época em que as ferramentas são transitórias, ( ontem era o ICQ, agora MSN; a moda era o bog, agora é twitter) os dados permanecem. Logs ficam por aí, posts de blogs abandonados, rastros são deixados. Os erros, fracassos, vergonhas que antes eram apenas uma memória ruim, agora estão sempre presentes para te assombrar.

sábado, maio 05, 2007

Segredos e Mistérios

Existem segredos e mistérios.

Segredos existem em si. Depois que você os revela, deixam de existir. O que é um segredo quando é descoberto?

Mistérios, não. Um mistério é um caminho. Ele é um caminho que quanto mais tortuoso melhor. Um caminho até a resposta. Quando você oferece um mistério a alguém, precisa no fim recompensa-la com a resposta.

Um segredo, não. No momento em que você conta o segredo a alguém, ela não mais se importa. Ele não é mais um segredo, não é mais importante, não é mais nada.

Segredos devem ser preservados.

sábado, janeiro 06, 2007

Definições

Humor é rir dos outros. Comédia é rir da gente.

segunda-feira, outubro 02, 2006

Elucubração

Está chovendo.

Estou no meu quarto. Ele é escuro demais.

Até que ponto eu sou real ou um construto de ficções? Minhas dores e delicias são verdadeiras ou são apenas o que eu acho que deveriam ser porque a ficção me disse assim?

Chove. O céu é cinza e as árvores verdes. Da minha casa eu vejo árvores, casas, prédios e favelas. Eu gosto da chuva. Gosto do cheiro de terra molhada que ela traz. Talvez recordações de algo que eu nem vivi. Um tempo simples e tranqüilo no campo. Por que a lembrança do campo, da fazenda, do passado rural, do passado pré-urbano que não vivemos nos traz essa idéia de paz?

Eu olho pra chuva. Eu queria sentir o gosto dela. Queria me molhar nela. Mas eu queria isso? Ou é só a memória residual de um filme que eu vi? Sou me lembrando de Um Sonho de Liberdade e associando automaticamente um banho de chuva a estar livre?

I'm sad. E eu gosto de estar triste e gosto de escrever "i'm sad" porque talvez isso me aproxime do meu imaginário, as figuras heróicas e trágicas dos romances. Será tão simples? É só isso o que eu sou? Quem sou eu de verdade? Quais são meus sonhos e aspirações reais? Eu me perdi na fantasia?

Eu sofro por amores que não existem. Construo redes imaginárias e olho pra chuva. Chove lá fora (não... aqui não faz tanto frio).

Eu preciso beber algo. Água. Eu odeio água. Eu odeio posts pessoais e sem sentido. Eu tinha me prometido nunca escrever algo assim. Mas não importa. Agora escrevi. Não, não precisa ler. Clica no x ali em cima, fecha essa janela e e esqueça-se pra sempre que você entrou aqui.

Vou olhar a chuva.
E torcer para ela nunca parar.

sexta-feira, setembro 29, 2006

Perda

Ou "Resposta(?) para um amigo"


A perda é só um momento. Olhando para o passado você ainda tem. Olhando para frente o que se tem é a lembrança.

A perda é um instante único encapsulado no tempo.

Nesse segundo você tem. No próximo você não tem mais. A perda é uma fração de segundo entre os dois.

Só uma fração de segundo. Só um momento.

Uma fração de segundo que não acaba.

Ou ele acaba. Você que não consegue sair dele.

Perda é a prisão do momento.

Umbigo

Na vida só dói o que se dói.

segunda-feira, maio 15, 2006

Demodê

2006 e ainda tem quem ache engraçadinho ser cínico. Ironia tudo bem. Sarcasmo é aceitável. Agora cinismo?!

Ser cínico é muito anos 90.

domingo, maio 14, 2006

Efêmero

Jabuticaba é bom mas dura pouco.

ou

Jabuticaba é bom e dura pouco.

ou

Jabuticaba é bom porque dura pouco.

sexta-feira, maio 12, 2006

A vida é circular

Assim, como num loop.

Sempre. Toda vida. Todo ano. Todo dia. Todo momento. Repete-se.

Repete-se. Todo momento. Todo dia. Todo ano. Toda vida. Sempre.

Como num loop, assim.

Circular é a vida.

terça-feira, outubro 18, 2005

Semana do Post Ruim

"Qual a melhor forma de me obrigar a escrever com frequência no blog?"

Depois de passar a manhã pensando nisso, cheguei a conclusão: semanas temáticas!!!

É isso mesmo. De vez em quando vou criar umas semanas em que os posts serão sobre um determinado assunto. Pra começar teremos a Semana do Post Ruim. Na verdade, era pra ser Semana do Post Sem Senso Crítico, mas me pareceu um nome muito feio.

Durante os próximos dias, postarei TUDO que vier a minha cabeça. Tudo, tudo, tudo. Sem censuras, sem superego atrapalhando. Se vocês lerem todos os posts dessa semana e arranjarem estômago pra voltar na semana seguinte, mando um doce de leite pra cada um.

(Esse post era pra ser anterior ao 'a primeira gargalhada')


***

Não vou falar sobre o referendo do desarmamento. Não vou dar minha opinião. Não vou falar o que tenho achado das campanhas. Vou apenas sugerir que vocês leiam a coluna de hoje do Luiz Garcia.

A Primeira Gargalhada

Quem deu o primeiro sorriso?

Não falo das contrações dos músculos do rosto, isso acontece desde o surgimento do ser humano. Algumas espécies de macaco utilizam o sorriso como forma de assustar e ameaçar outros machos. Provavelmente os humanos faziam a mesma coisa. Minha curiosidade é de quando o Homem passou a sorrir da forma que (segundo Aristóteles) lhe é única.

Queria saber é quem foi o primeiro que olhando pro mundo resolveu abrir os lábios simplesmente porque aquilo era bonito, porque o agradava, porque o divertia.

E a fazer rir? Quem foi o primeiro que deliberadamente resoilveu fazer alguém rir? Quem foi o primeiro que resolveu que alegrar as pessoas seria uma boa idéia?

Não faço idéia de quem sejam, deviam ser ainda neandertais ou homo seilaoque (nunca lembro o monte de antecedentes dos homo sapiens sapiens). Todos dão muito valor aos criadores da roda e do fogo e esquecem desses dois. Se não fossem por eles, imagina a chatice que seria o mundo!

Só sei que toda vez que eu rir, vou me lembrar de um homenzinho nu, peludo e esquisito olhando pro horizonte e sorrindo durante o pôr-do-sol.

Hm... Pensando bem, melhor não. Que imagenzinha mais não-humorística. Melhor pensar nele escorregando numa casca de banana.

domingo, maio 29, 2005

Humor

Quando nós vemos que o Pânico na TV é o que tem de mais moderno e inovador no humor brasileiro, percebemos que existe algum problema com esse país.

Tudo bem, não vou negar que eles acertam de vez em quando. Fazem umas boas piadas e tem umas tiradas inteligentes. São caras talentosos, mas tem muito pouco de realmente novo no humor do Pânico na Tv. É ainda aquele velho humor brasileiro baseado em preconceitos, esteriótipos e humilhação alheia. São as mesmas velhas piadas com viados, as mesmas velhas gracinhas com anões. Tudo que o humor brasileiro faz ha anos, mas com uma nova roupagem, uma nova linguagem, uma coisa mais moderninha.

E o que fazem Vesgo e Silvio além de humilhar os outros? Se alguém agisse conosco da maneira como eles agem com suas vítimas, provavelmente não gostariamos nem um pouco... Mas como o alvo deles são as celebridades, então tudo bem. Rimos e aplaudimos. A verdade é que nós temos inveja dos famosos. Afinal, eles são ricos, bonitos e bem sucedidos. Ver Silvio e Vesgo fazendo aquelas "brincadeiras" com eles é nossa forma de dizer "Ei, vc é mais rico que eu, mais bonito que eu, mais famoso que eu, mas você vai ter que pagar por isso, meu chapa! Vai ter que fazer papel de palhaço na tv!".

Nada contra, só acho meio triste que isso seja o que há de mais inovador no humor brasileiro.

quarta-feira, março 30, 2005

A Internet e a Pornografia

ou Como Era Gostosa A Minha Banda Larga

Vamos, sejam sinceros: quem é que nunca entrou em ao menos um sitezinho de fotos eróticas e/ou pornográficas?

O fenômeno que mais me impressiona na internet é a explosão da pornografia. Não que isso não fosse previsível...

Pensemos bem, quantas pessoas devem ter passado boa parte da vida sem ter visto um único vídeo pornográfico por ser tímido demais pra pegar numa locadora. Quantos outros até não são tímidos, mas "ah... a vontade não é grande a ponto de me fazer sair de casa e ir até a locadora pegar um filme". Com a internet isso acabou.

A pornografia está em todo lugar e de todas as formas. Fotos, vídeos, contos, quadrinhos. Todos os tipos de fetiches... Sim, mesmo que seu fetiche seja por pigmeus fantasiados de paquitas lambuzados de chocolate branco, pode ter certeza que em algum site você encontra.

Eu não tenho muita certeza, mas às vezes eu acho que daqui a uns 50, 100 anos a internet vai ser lembrada principalmente pela democratização da pornografia. Imagino acadêmicos calvos e de olhos fundos dizendo "sim, com ela trocavam muitas informações, baixavam músicas, faziam pesquisas, criavam bancos de dados, mas o forte mesmo era o filme pornô".

P.S.: Eu sei que foi um post meio bobo e tal, mas eu já tava há meses sem escrever nisso aqui e precisava voltar. Prometo que nos próximos eu melhoro.

segunda-feira, julho 19, 2004

O que eu queria

Eu queria escrever sobre Gay Talese. Sobre como ler Fama & Anonimato me fez voltar a ter fé no jornalismo. Dizer que Frank Sinatra Está Resfriado é mesmo o mais brilhante perfil já escrito, mas lembrar ainda que O Perdedor e Sr. Má Notícia também são brilhantes. Ah, e que toda a segunda parte do livro sobre a construção da ponte Verrazano-Narrows é fenomenal.

Eu queria escrever também sobre O Grande Gatsby, de F. Scott Fizgerald. Comentar que esse é o grande romance americano, falar que aquele final é inesquecível. Depois fazer uma longa análise sobre como o livro representa o sonho americano encontrando a realidade e sendo despedaçado por ela e isso me levaria a comentar outro livro, Pastoral Americana, de Phillip Roth.

Queria fazer um rápido comentário sobre como adoro aqueles longos parágrafos do Saramago e seus diálogos entre vírgulas, mas ressaltar que realmente é um pouco complicado pra quem o lê pela primeira vez. E fazer outro rápido comentário sobre Budapeste, do Chico. Dizer que é um bom livro, mas que fizeram muito hype. Chico compositor ainda é muito superior ao romancista.

Queria elogiar muito Oldboy, filme sulcoreano dirigo por Chan-wook Park. Dizer mesmo que é maravilhoso, que é cruel, que é violento e que tem que passar nos cinemas do Brasil, antes que os EUA façam um remake. Enquanto não vem, diria para baixarem no eMule. E terminar com: “esse filme é sobre vinganças, dentes arrancados, polvos comidos vivos, línguas cortadas e relações amorosas não-convencionais”.

Por fim escreveria que sou um homem feliz porque agora tenho cinco discos do Radiohead (dois comprados legalmente, o resto graças aos p2p da vida). Dizer que existe muita diferença entre eles, mas que todos são indiscutivelmente Radiohead. Todos têm sua assinatura. Você bota o disco para tocar e em cinco segundos fala: "isso é Radiohead". E é! Só poderia ser Radiohead.

Sobre política eu não queria escrever nada. No momento estou aborrecido com isso. Política tem me causado enfado, cansaço, irritação. Política no Brasil anda muito chata.

Era sobre isso que eu queria escrever. Só não escrevo porque daria um post muito extenso.

quarta-feira, junho 30, 2004

Você sabe...

Você sabe que seu país está vivendo em uma pasmaceira política quando percebe que está mais interessado nas eleições de outro país.

Sério, muito mais divertido ver a disputa Bush x Kerry (com a excelente participação de Michael Moore) do que a palhaçada do salário mínimo no Senado, a disputa Cesar Maia x Marcelo Crivella x Conde, os governadores-diminutivos no RJ e as peladas e trapalhadas do Governo Lula.

A cena política brasileira tá precisando urgentemente de um pouco de gás. Atualmente tá dando sono ler a editoria de política dos jornais...

terça-feira, junho 22, 2004

A Novidade

Eu adoro o modo como tudo se repete. Adoro como tudo é cíclico. Como as pessoas teimam em parecer com seus pais, os avós etc.

Eu acho lindo ver as pessoas criticando os games. Dizendo que são violentos, que fazem mal ao jovem, até que são coisas do demônio. E acho ainda mais lindo saber que já disseram o mesmo da tevê, das hqs, do cinema e da literatura.

É uma beleza ver as pessoas dizendo o quanto a internet é desagregadora, isola as pessoas do convívio social, faz mal a mente entre outras cositas. Ainda mais quando a gente sabe que já falaram o mesmo do telefone, do cinema e até da escrita (afinal, antes as pessoas se reuniam pra conversar, tendo a escrita, pra que se reunir?), não é?

Sinto tanto orgulho quando falam que o Rap e a música eletrônica são malvados. Porque são más influências para os jovens, os transformam em drogados, os levam para criminalidade, destroem famílias, os fazem se embebedar e praticar sexo promíscuo. Exatamente as mesmas palavras que já usaram contra o rock, o jazz, o samba e qualquer outro ritmo popular que você imaginar.

É belo ver como as pessoas temem o vindouro. Como elas procuram se proteger contra tudo que é diferente. Tudo q eu foge ao que elas já conhecem.

E é ainda mais belo ver que não adianta nada toda essa resistência. O futuro sempre chega. As pessoas passam, morrem, mas o novo sempre vem. Por mais que lutem contra, ele sempre vem.

Então você tem duas opções: pode perder o trem da história e se tornar um ser anacrônico que começa toda frase com “no meu tempo” ou embarcar de cabeça no vindouro. Mas não passivamente, ativamente! Tentando construir um futuro melhor, mas sem teme-lo.

Agora...

Resistir é inútil.

domingo, junho 20, 2004

Eu odeio Chico Buarque

Ontem o Chico Buarque completou 60 anos e eu o odeio.

Eu odeio Chico Buarque porque ele é tudo que eu não sou e nunca poderei ser. E ainda faz questão de jogar isso na minha cara todo dia.

Odeio porque ele diz tudo que eu queria dizer, mas nunca conseguiria dizer da forma que ele diz. Aliás, ele diz tudo o que todo mundo queria dizer. Diz até o que a gente nem sabia que no fundo queria dizer.

Odeio porque ele entende as mulheres como ninguém. E elas o adoram como ninguém.

Odeio porque sendo filho de um gênio, ele poderia muito bem se tornar um conformado, um medíocre e passar o resto da vida vivendo sob a sombra do pai. Mas, não, ele acabou se tornando outro gênio. Independente do pai.

Odeio porque ele parece saber a letra secreta de toda música. Odeio porque ele sabe como ninguém usar as palavras. Ele sabe o peso, o som e o valor de todas. De todas.

Odeio porque ele é o maior compositor do Brasil. E não sossega em ser apenas isso. Faz peça, filme, escreve livros, joga futebol.

Odeio o Chico Buarque porque ele é tão genial que eu não consigo pensar em uma homenagem a sua altura.

domingo, junho 06, 2004

Fini.

Tudo acaba.

Tudo um dia chega ao fim.

Você pode chamar o fim do que quiser: término, morte, destruição, vazio, entropia.

O fato é que acontece.
Tudo desaparece. Tudo se torna apenas poeira.

E em um momento até essa poeira deixará de existir.

Esse fim pode ser repentino, como aquela sua loja de sucos favorita que fecha da noite pro dia.

Ou pode ser lento, longo e doloroso, como o amor que vai morrendo aos poucos até não restar nem a memória dele.

Na maioria das vezes o importante é saber quando algo chegou ao fim. Quando é o momento de deixar que se vá. Quando deixar que ele se liberte e suma.

Quando dizer adeus e seguir adiante.


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Droga...

'Eu não devia te dizer, mas essa lua, mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo'!

sábado, junho 05, 2004

Escrever é...

Escrever é ter foco. Mais importante do que cortar palavras, ou evitar adjetivos é conseguir manter o foco. Não se perder no turbilhão de assuntos que surgem a todo instante e acabar não comentando nada ao tentar comentar tudo. Como se centrar em apenas um ponto com tanta coisa acontecendo? Silvio Tendler finalmente lançando seu filme sobre Glauber Rocha, o dicionário Aurélio mudando de editora, Rock in Rio Lisboa, a geração dos filhos-cantores, uma nova geração de cineastas surgindo e assim por diante.

Não, esquece o que eu disse.

Escrever é ser original. Como escrever sobre a entrega do Oscar sem cair no óbvio de dizer que é uma festa feita pela indústria cinematográfica norte-americana para celebrar a indústria cinematográfica norte-americana? E não prosseguir dizendo que devemos evitar essa postura ufanista, que cinema não é futebol e Oscar não é copa do mundo, que ter conseguido quatro indicações já foi ótimo e isso vai dar mais visibilidade para o cinema nacional?

Não, apaga o que eu escrevi.

Escrever é saber desenvolver o assunto. É conseguir discorrer, por exemplo, sobre a revalorização do samba por músicos contemporâneos como Los Hermanos e Marcelo D2, que tratam o samba não como um componente exótico ou pitoresco, mas como uma influência básica e fundamental pra qualquer um que seja brasileiro, sem que o texto fique muito curto e superficial, mas também sem deixá-lo muito longo e pernóstico. É encontrar o meio termo, levar uma informação que possua profundidade, mas que se mantenha ao mesmo tempo leve, divertida e agradável.

Não, nada disso.

Importante mesmo é o seguinte: nunca escrever sobre escrever. Demonstra falta de originalidade do autor, preguiça na hora de escrever a coluna e, além disso, é chato, pedante e pretensioso. Textos metalingüísticos estão em baixa, os leitores não gostam.